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quinta-feira, julho 10

Hoje no Centro Comercial

caminhava num dos corredores quando uma voz entrou no meu ouvido:
- Daniel, Daniel, Daniel, Daniel…

Olhei e vi uma Mãe desesperada de mão bem apertada com a filha (de uns 6 anos – a menina também com um ar aflito). Estava à procura do filho, de certeza. Caminhava sem rumo, espreitando para todas as lojas, com uma aflição que aumentava a cada passo que dava.

Fiquei uns segundos a olhar para ela e a olhar em volta à procura de algum menino perdido, mas nada.

Continuei o meu caminho e apesar de já não se ouvir a senhora, a voz continuava no meu ouvido:
- Daniel, Daniel, Daniel, Daniel…

Relembrei uma história que me contaram à um mês atrás:

“Neste mesmo Centro Comercial, uma mulher de 30 e poucos anos tentou raptar uma menina de 3 anos. A menina estava com a Mãe e quando se afastou por uns segundos a mulher agarrou-a e arrastou-a pelo Centro Comercial fora.
A Mãe, quando percebeu a ausência da filha, correu desesperada à sua procura e avisou os seguranças e todas as pessoas por quem passava.
Felizmente, no momento em que a mulher desceu as escadas rolantes em direcção ao parque de estacionamento (preparada para fugir com a menina) foi barrada por alguém que se apercebeu da resistência da menina e achou estranho. Rapidamente apareceram mais pessoas e os seguranças e claro, a Mãe da menina, evitando assim um rapto fácil, em pleno dia, em pleno Centro Comercial”


Perdida nesta história, continuei corredor fora com o “- Daniel, Daniel, Daniel, Daniel…” no meu ouvido quando passo por uma loja de onde sai disparado um menino de cerca de 3 anos, com ar de choro e aflição.

Olhei para ele e perguntei:
- És o Daniel?

Não me respondeu, mas o ar dele de pânico foi tão grande quando ouviu aquele nome que tive a certeza que era ele. Tenho a certeza que ele pensou que eu lhe ia fazer mal e desatou a correr para fugir de mim. Barrei-o para que fugisse para o lado de onde eu vinha, para que ele corresse em direcção à Mãe desesperada. E ele assim fez.

Caminhei atrás dele, para garantir que ele corria na direcção certa, até que apareceu um Senhor.
- Daniel! Onde é que te meteste, filho?

Era o Pai – afinal também lá estava o Pai à procura do filho. Agarrou nele com um suspiro de alívio daqueles.

O Daniel olhou para mim. Continuava com medo – com medo que eu lhe fizesse mal.
Afastei-me deles - não cheguei a ver o reencontro do Daniel com a Mãe e com a irmã – caminhei apressada para me ir embora. Naquele momento fiquei eu aflita, com medo que me confundissem com aquela mulher de 30 e poucos anos que tentou um dia raptar ali uma criança!
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segunda-feira, fevereiro 25

Mas porquê

é que ainda não me habituei ao tamanho deste carro?

Mais uma raspadela na traseira!!!! Sinto que estou a concorrer para o Guinness World Records !!!

quarta-feira, janeiro 23

O 2007 que já acabou

… foi um ano muito atribulado em todos os sentidos.
Foi um ano de mudanças positivas mas com complicações à mistura.
Foi um ano de desavenças e chatices bem sérias.

Olho para trás e vejo que foi um ano complicado. Felizmente conseguimos ultrapassar os problemas e é isso que vale – é com isto que aprendemos.

Ainda há coisas por resolver, problemas sem solução (por enquanto), mas estou com uma certa esperança no 2008.

Sempre gostei de anos bissextos!

sexta-feira, março 2

Tenho uma novidade para te contar...

- o quê? Estás grávida?
- Sim....
- Que bom... fico tão contente.

Esta foi a novidade de hoje de uma colega... Nem muito chegada, nem daquelas com quem converso mais, nem tão pouco uma amiga. Mas que me fez ficar feliz porque sabia que há muito tempo que andava a tentar ser mãe.

Se ser mãe é tão bom, melhor deve ser a sensação de se conseguir, ao fim de tanto tempo de espera. E é por isso que nunca devemos desistir. NUNCA!