Estou talvez a passar por aquilo que se chama “uma má fase”. “Uma péssima fase”.
Tenho tudo, ou pelo menos aparentemente tudo, para estar feliz! Tenho dois filhos maravilhosos, uma família que me apoia e amigos que me fazem sorrir todos os dias. No trabalho há dias difíceis mas não deveria ser isso, por si só, suficiente para nos deitar abaixo!
A verdade é que todos os dias sinto que estou a acordar para uma batalha, e cada dia que passa sinto que as forças estão sempre no limite. Não consigo encarar as coisas pela positiva, embora passe os dias a dizer aos outros que é o que devem fazer.
Quem se cruza comigo diz que eu sou “uma energia positiva” e elogia a minha boa disposição e a forma como “puxo” todos os que me rodeiam. Mas quem está por perto e me conhece melhor percebe que quem está a precisar de ser puxada sou mesmo eu.
Há alturas na vida que temos que deixar de estar sempre a puxar pelos outros para nos preocupar em primeiro lugar com nós próprios. É disso que estou a precisar agora. De me preocupar um bocadinho primeiro comigo e só depois com os outros!
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terça-feira, outubro 6
segunda-feira, setembro 7
Feliz da vida!
foi esta a expressão que a minha Mãe acabou de utilizar para o descrever quando o foi buscar mesmo agora ao colégio.
Ainda bem. É tudo o que queriamos ouvir!
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Ainda bem. É tudo o que queriamos ouvir!
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As mães nunca se enganam…
Não sou nada mãe galinha e por norma não me engano em relação às reacções dele, mas o 1º dia é sempre o 1º dia…
Por isso não aguentei e liguei para o colégio e falei com a educadora. Eu tinha dito “na Boa” não foi? Pois foi, enganei-me!
Não é “na Boa”. É mesmo “na Buíssima!”. A Educadora disse-me que hoje tem sido um dia difícil porque estão lá mais meninos novos e por isso a choradeira é grande. Mas ele parece que esteve sempre lá, que nunca de lá saiu e até já fez um pacto com ela que de certeza o agradou – a partir de amanhã vai ser o “secretário” das reuniões da manhã.
Papel, caneta, letras… não o podiam ter cativado de melhor forma!
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Por isso não aguentei e liguei para o colégio e falei com a educadora. Eu tinha dito “na Boa” não foi? Pois foi, enganei-me!
Não é “na Boa”. É mesmo “na Buíssima!”. A Educadora disse-me que hoje tem sido um dia difícil porque estão lá mais meninos novos e por isso a choradeira é grande. Mas ele parece que esteve sempre lá, que nunca de lá saiu e até já fez um pacto com ela que de certeza o agradou – a partir de amanhã vai ser o “secretário” das reuniões da manhã.
Papel, caneta, letras… não o podiam ter cativado de melhor forma!
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Na boa…
Primeiro dia no colégio novo. Apesar de o conhecer bem e achar que ele se adapta de uma forma maravilhosa, estou com um nó na garganta daqueles.
Levei-o lá e ficou logo a brincar com os novos amigos e a explorar todos os brinquedos e livros da sala. Estava pronto para lá ficar e já nem olhava para mim – acho que devia estar a pensar “porque é que esta hoje demora tanto tempo a ir embora?”.
Ainda não é meio dia e só me apetece ligar para saber se está tudo bem… está certamente, eu devo mesmo ser a única que está a sofrer, porque ele está mesmo na boa!!!
Antes assim.
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Levei-o lá e ficou logo a brincar com os novos amigos e a explorar todos os brinquedos e livros da sala. Estava pronto para lá ficar e já nem olhava para mim – acho que devia estar a pensar “porque é que esta hoje demora tanto tempo a ir embora?”.
Ainda não é meio dia e só me apetece ligar para saber se está tudo bem… está certamente, eu devo mesmo ser a única que está a sofrer, porque ele está mesmo na boa!!!
Antes assim.
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quarta-feira, setembro 2
Faz hoje um ano...
por esta hora fazia uma viagem até ao Vimeiro (em trabalho) e estava em histeria completa.
Tinha acabado de fazer a Eco onde se via finalmente que eras uma "Mariazinha" (como te chamava a médica). Foi das melhores noticias que recebi na vida!
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Tinha acabado de fazer a Eco onde se via finalmente que eras uma "Mariazinha" (como te chamava a médica). Foi das melhores noticias que recebi na vida!
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quarta-feira, agosto 26
sexta-feira, julho 31
Vou agora
buscá-lo e despedir-me do colégio onde ele esteve 2 anos.
Estou com um nó na garganta! Dos grandes!
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Estou com um nó na garganta! Dos grandes!
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terça-feira, julho 28
Num só mês e alguns dias…
Vamos de férias os 4 com praia, sol e também chuva!!! As malas de férias são agora uma aventura e a mala do carro parece bem mais pequena do que na realidade é!
Ela adorou a praia, dormiu grandes sestas e portou-se tão bem que dá orgulho descrever.
Na segunda semana de férias juntaram-se os avós e passámos a ter férias a 8, divertidas, com boa disposição e nostalgia de me despedir desta licença de maternidade que afinal só durou 5 meses!
Começa-se a trabalhar depois de 5 meses a tempo inteiro com a princesa. E custa tanto…. tanto!
O trabalho é tão intenso que depressa esquecemos que tivemos tanto tempo em casa… Os desafios são muitos, as mudanças parecem aparecer em resultado desta crise que se espalha por todo lado e afecta todos – o grande desafio é manter os postos de trabalho e não ter que ter a horrível tarefa de despedir alguém – acho que pelo menos isso vou conseguir e isso já é uma grande vitória.
Ela cresce de dia para dia e alimentação torna-se agora bem mais diversificada!
Ele teve a sua festa final no colégio, o sarau de ginástica e karaté e faz praia com o colégio durante 3 semanas. No final está “preto” e ao todo foram 30 dias de praia!
E para finalizar a grande mudança. Casa nova ainda com algumas coisas para acabar e com muitas chatices à mistura mas finalmente habitada… Caixas e caixas e de repente vemos a nossa vida encaixotada em mais de 100 caixas de cartão. O melhor investimento que fizemos foi na empresa de mudanças que são simplesmente super profissionais!
Ainda não cheira à nossa casa, ainda tudo é muito novo e estranho… eles ainda não dormem lá, mas aos poucos as caixas vão desaparecendo e torna-se o nosso lar. Como diria esta amiga que anda pelas mesmas andanças - uma casa de família que deverá ser para sempre!
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Ela adorou a praia, dormiu grandes sestas e portou-se tão bem que dá orgulho descrever.
Na segunda semana de férias juntaram-se os avós e passámos a ter férias a 8, divertidas, com boa disposição e nostalgia de me despedir desta licença de maternidade que afinal só durou 5 meses!
Começa-se a trabalhar depois de 5 meses a tempo inteiro com a princesa. E custa tanto…. tanto!
O trabalho é tão intenso que depressa esquecemos que tivemos tanto tempo em casa… Os desafios são muitos, as mudanças parecem aparecer em resultado desta crise que se espalha por todo lado e afecta todos – o grande desafio é manter os postos de trabalho e não ter que ter a horrível tarefa de despedir alguém – acho que pelo menos isso vou conseguir e isso já é uma grande vitória.
Ela cresce de dia para dia e alimentação torna-se agora bem mais diversificada!
Ele teve a sua festa final no colégio, o sarau de ginástica e karaté e faz praia com o colégio durante 3 semanas. No final está “preto” e ao todo foram 30 dias de praia!
E para finalizar a grande mudança. Casa nova ainda com algumas coisas para acabar e com muitas chatices à mistura mas finalmente habitada… Caixas e caixas e de repente vemos a nossa vida encaixotada em mais de 100 caixas de cartão. O melhor investimento que fizemos foi na empresa de mudanças que são simplesmente super profissionais!
Ainda não cheira à nossa casa, ainda tudo é muito novo e estranho… eles ainda não dormem lá, mas aos poucos as caixas vão desaparecendo e torna-se o nosso lar. Como diria esta amiga que anda pelas mesmas andanças - uma casa de família que deverá ser para sempre!
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sexta-feira, junho 19
De barriga para baixo...
Depois de várias ameaças durante as férias, ontem foi o dia V - Voltou-se sozinha pela 1ª vez.
Já está!
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Já está!
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quarta-feira, maio 27
Está quase...
Ao ler esta amiga não consigo deixar de contar os dias... falta tão pouco...
É mesmo bom estar com ela e tal como no T., este último mês é sem dúvida o melhor e tenho que o aproveitar ao máximo.
Às vezes não é fácil aproveitá-lo. Nesta licença de maternidade não me pude desligar totalmente do trabalho. De volta do portátil ou até mesmo indo à Empresa, a verdade é que ainda foram muitos os dias que foram roubados à condição de “Mãe a tempo inteiro”. Mas não tenho qualquer problema com isso – tenho a certeza que fiz aquilo que era mais correcto e mais justo.
O meu grande problema é mesmo começar a trabalhar a 100%. Acho que me habituava bem a esta vida de trabalhar de vez em quando, ou até mesmo todos os dias, uns em casa, outros indo lá, mas com uma flexibilidade enorme para poder, sempre que me apetecesse estar com os meus filhos!
(acho que vou reencaminhar este post para o meu chefe – pode ser que “pegue”)
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É mesmo bom estar com ela e tal como no T., este último mês é sem dúvida o melhor e tenho que o aproveitar ao máximo.
Às vezes não é fácil aproveitá-lo. Nesta licença de maternidade não me pude desligar totalmente do trabalho. De volta do portátil ou até mesmo indo à Empresa, a verdade é que ainda foram muitos os dias que foram roubados à condição de “Mãe a tempo inteiro”. Mas não tenho qualquer problema com isso – tenho a certeza que fiz aquilo que era mais correcto e mais justo.
O meu grande problema é mesmo começar a trabalhar a 100%. Acho que me habituava bem a esta vida de trabalhar de vez em quando, ou até mesmo todos os dias, uns em casa, outros indo lá, mas com uma flexibilidade enorme para poder, sempre que me apetecesse estar com os meus filhos!
(acho que vou reencaminhar este post para o meu chefe – pode ser que “pegue”)
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Sólidos
Na semana passada começou com a sopa – acho que não gosta tanto. Faz um bocado “má cara” e ás vezes até refila (é tão gira ela a refilar!!!). Até se engasga e de lágrima no olho parace que diz “dá-me lá mas é a papa que é mais docinha!”.
Docinho por docinho vamos então ver a fruta – mas a coisa aqui é que não está a correr bem... parece que se agonia, que não gosta, que não está para aí virada, não sei.
Vamos continuar a tentar e agora é que é vê-la crescer!!!
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terça-feira, maio 5
Amei de Paixão
Ser Mãe é recomeçar a cada dia,
É não ter sono nem cansaço,
É falar o necessário,
É calar, olhar, entender...
Ser Mãe é realizar-se com o sucesso dos filhos,
É estar presente em todos os momentos,
É ser insubstituível...
É ser tão frágil e ao mesmo tempo tão resistente.
Ser Mãe é aventura permanente,
É continuar a sua jornada sem poder ter contratempos.
Ser Mãe é ser tudo e simplesmente Mãe...
Um bom dia para ti Mãe!
(texto na prendinha feita na escola pelo T.)
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sexta-feira, abril 24
terça-feira, abril 21
Ao telefone
"- Mãe, dá um beijinho muito, muito, muito grande à mana!"
Sem ele por cá os dias são muito maiores, a casa mais silenciosa e até parece que só temos uma filha... ela que nunca foi filha única, está a sê-lo esta semana.
É bom para ele, é bom para nós e é bom para a mana...
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Sem ele por cá os dias são muito maiores, a casa mais silenciosa e até parece que só temos uma filha... ela que nunca foi filha única, está a sê-lo esta semana.
É bom para ele, é bom para nós e é bom para a mana...
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sábado, abril 18
Cá se fazem, cá se pagam
Faz hoje exactamente um ano que estava a fazer as malas para irmos viajar sem ele.
Hoje acabei de fazer a mala dele para ele ir de viagem sem nós.
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Hoje acabei de fazer a mala dele para ele ir de viagem sem nós.
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quarta-feira, abril 15
Come mal mas Dorme bem
As noites inteiras a dormir são já uma constante. Atrevo-me a dizer que já não me lembro da última vez em que ela acordou a meio da noite a chorar ou para comer. Pode até acordar, mas ponho-lhe a chucha e fica-se... serena.
Comer é que é pior. Continua no percentil 25 - Linda, mas P25! Por vezes toma mal o último biberon da noite e eu penso logo que vai acordar a maio da noite para comer - Wrong!!! Na passada 6ª feira por exemplo não comeu nada às 23h (hora da última mamada + biberon) e depois dormiu até às 9.30h.
Hoje acordou às 9.30h e mal comeu. Voltou a adormecer e ainda não acordou...
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Comer é que é pior. Continua no percentil 25 - Linda, mas P25! Por vezes toma mal o último biberon da noite e eu penso logo que vai acordar a maio da noite para comer - Wrong!!! Na passada 6ª feira por exemplo não comeu nada às 23h (hora da última mamada + biberon) e depois dormiu até às 9.30h.
Hoje acordou às 9.30h e mal comeu. Voltou a adormecer e ainda não acordou...
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quarta-feira, abril 8
Dentes!!!!
E agora pensam vocês:
"Já? Já estão a nascer dentes???"
Sim já estão a nascer...
"Já? Tens a certeza que são dentes???"
Dentes não... é só um dente.
"Já? Mas ela só tem 3 meses...."
Oh minhas queridas, mas quem vos disse que era ela? É mesmo a mim.... Com esta história do aparelho, está agora a nascer um dente do siso!!!
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"Já? Já estão a nascer dentes???"
Sim já estão a nascer...
"Já? Tens a certeza que são dentes???"
Dentes não... é só um dente.
"Já? Mas ela só tem 3 meses...."
Oh minhas queridas, mas quem vos disse que era ela? É mesmo a mim.... Com esta história do aparelho, está agora a nascer um dente do siso!!!
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sábado, abril 4
quinta-feira, abril 2
Reunião no Colégio
Na passada 2ª f tivemos uma reunião no colégio do T.
Ficámos preocupados – de há um mês para cá, o T. mudou radicalmente o seu comportamento na escolinha: deixou de ser um menino interessado que questionava tudo e tornou-se mais calado, menos participativo e mais “malandro”. Envolve-se em alguns conflitos com os coleguinhas – não é mal educado, não bate, mas faz coisas que dantes não fazia e os amiguinhos por vezes vêm fazer queixas dele, coisa que jamais acontecia no passado.
Por tràs desta mudança poderão estar vários factores:
- a idade
- a irmã
- a mudança de rotina desde que a irmã nasceu – já não vai para a casa dos avós e vem sempre para casa (sabe portanto que eu estou em casa com a irmã e não vou trabalhar)
- o saber que vai mudar de casa e consequentemente de colégio
Com os 2 primeiros factores nada podemos fazer... Decidimos devolver-lhe a rotina – ele próprio pergunta várias vezes “porque é que em 2009 nunca vou para a casa dos avós” , por isso achamos que pode ajudar.
Já me arrependi de lhe ter contado sobre a mudança de colégio (pensei que seria bom prepará-lo), mas como não posso voltar atràs temos que lhe explicar que ainda falta algum tempo e até lá os amiguinhos dele são os que estão no colégio e é lá que ele tem que estar, brincar, aprender e divertir-se como sempre fez.
Acho mesmo que a cabecinha dele anda um bocadinho baralhada com tantas mudanças....
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Ficámos preocupados – de há um mês para cá, o T. mudou radicalmente o seu comportamento na escolinha: deixou de ser um menino interessado que questionava tudo e tornou-se mais calado, menos participativo e mais “malandro”. Envolve-se em alguns conflitos com os coleguinhas – não é mal educado, não bate, mas faz coisas que dantes não fazia e os amiguinhos por vezes vêm fazer queixas dele, coisa que jamais acontecia no passado.
Por tràs desta mudança poderão estar vários factores:
- a idade
- a irmã
- a mudança de rotina desde que a irmã nasceu – já não vai para a casa dos avós e vem sempre para casa (sabe portanto que eu estou em casa com a irmã e não vou trabalhar)
- o saber que vai mudar de casa e consequentemente de colégio
Com os 2 primeiros factores nada podemos fazer... Decidimos devolver-lhe a rotina – ele próprio pergunta várias vezes “porque é que em 2009 nunca vou para a casa dos avós” , por isso achamos que pode ajudar.
Já me arrependi de lhe ter contado sobre a mudança de colégio (pensei que seria bom prepará-lo), mas como não posso voltar atràs temos que lhe explicar que ainda falta algum tempo e até lá os amiguinhos dele são os que estão no colégio e é lá que ele tem que estar, brincar, aprender e divertir-se como sempre fez.
Acho mesmo que a cabecinha dele anda um bocadinho baralhada com tantas mudanças....
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As noites,
têm sido fantásticas. Há mais de uma semana, sem interrupções que dorme 8 a 9 horas – 23h/7h ; 0h/8h ; 23h/8h – têm sido estes os horários da princesa.
Uma maravilha!
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Uma maravilha!
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terça-feira, março 24
Mudança e escolhas
Há cerca de um ano decidimos comprar uma nova casa e, se tudo correr bem, este verão mudaremos para lá.
Com a mudança uma escolha difícil se avizinha – o novo colégio.
Difícil porque adoramos onde ele está agora,
Difícil porque as opiniões são muitas,
Difícil porque mesmo que cheguemos a um concenso, não depende só de nós – há aquela expressão “não há vagas” que nos parte o coração,
Difícil porque queremos simplesmente o melhor para eles.
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Com a mudança uma escolha difícil se avizinha – o novo colégio.
Difícil porque adoramos onde ele está agora,
Difícil porque as opiniões são muitas,
Difícil porque mesmo que cheguemos a um concenso, não depende só de nós – há aquela expressão “não há vagas” que nos parte o coração,
Difícil porque queremos simplesmente o melhor para eles.
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Mãos
Está a descobri-las... Olha para elas como se estivesse a contar os dedos. Fica pasma quando elas se mexem.
A descoberta é algo de maravilhoso.
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A descoberta é algo de maravilhoso.
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terça-feira, março 17
sexta-feira, março 13
Desconto de quantidade
Acabei de comprar 960 fraldas para ela.
Estou aviada para os próximos 6 meses.
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Estou aviada para os próximos 6 meses.
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quinta-feira, março 12
Ora se ela se ri,
eu também acompanho...
E de forma bem diferente agora! Ontem fui finalmente tirar o meu aparelho (ao fim de quase 3 anos).
Valeu a pena o sacrifício - estou bem mais gira!!!!
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E de forma bem diferente agora! Ontem fui finalmente tirar o meu aparelho (ao fim de quase 3 anos).
Valeu a pena o sacrifício - estou bem mais gira!!!!
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Já se ri,
terça-feira, março 10
Meia-noite-Sete
Hoje foi talvez uma das melhores noites da C. Já tinha dormido uma ou duas noites sete horas seguidas, mas nunca neste timing perfeito – Meia-noite-Sete.
Mas como não há bela sem senão, passou a manhã toda com uma grande birra por não conseguir fazer cócó...
Mas concentremo-nos na primeira parte – é para repetir, Ok Filhota?
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Mas como não há bela sem senão, passou a manhã toda com uma grande birra por não conseguir fazer cócó...
Mas concentremo-nos na primeira parte – é para repetir, Ok Filhota?
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segunda-feira, março 9
Guilherme
Filho desta grande amiga, o Gui nasceu há 11 dias e nós fomos logo conhecê-lo.
É lindo e a Mãe que nunca teve como sonho de vida ter filhos estava mais que babada... Tenho a certeza que vai ser uma Mãe do mais babado que há, com todo o jeito do mundo e mais algum.
E o Pai foi uma surpresa para mim – confesso que nunca pensei ver um rapaz tão “grande” com tanto jeitinho para o seu “piqueno” mais que tudo.
Foi um quadro bonito o que visitámos e só é pena que o pequeno Gui seja uma pestinha e não deixe descansar os pais. Mas tenho a certeza que melhores dias virão, até porque, na verdade ele tem um ar bem pacífico!!!!
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É lindo e a Mãe que nunca teve como sonho de vida ter filhos estava mais que babada... Tenho a certeza que vai ser uma Mãe do mais babado que há, com todo o jeito do mundo e mais algum.
Foi um quadro bonito o que visitámos e só é pena que o pequeno Gui seja uma pestinha e não deixe descansar os pais. Mas tenho a certeza que melhores dias virão, até porque, na verdade ele tem um ar bem pacífico!!!!
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domingo, março 1
quinta-feira, fevereiro 26
Carnaval
Este ano o Carnaval fez-se na escola, com direito a desfile e tudo!
Estava bem disposto, muito dançarino e encarnou a sua personagem com todo o rigor:
“A Sra tem carta de condução? Então vou passar-lhe uma multa!”
Foi Polícia por um dia, e apenas por um dia porque depois disso a febre atacou e a Autoridade teve que meter baixa.
No dia de Carnaval foi passear à paisana e quando encontrou uns amigos justificou-se logo:
“Estou um bocadinho doente!”
Para o ano há mais!
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sábado, fevereiro 21
sexta-feira, fevereiro 20
Ela
foi o concretizar de um sonho… uma menina, uma linda menina, foi tudo o que desejei nesta gravidez.
Vestidinhos cor-de-rosa passaram a fazer parte do roupeiro e assim fica tudo muito mais colorido.
Achei que ela iria ser uma bebé calma (foi muito calma na barriga). Até porque os irmãos são sempre diferentes, e se o T. foi pestinha, então ela seria uma santa. Esqueci-me de um pormenor – os irmãos são sempre diferentes e estes também o são – ela é pior…
Já tem um mês, caminha para os dois e se tudo parece mais calmo agora. Deve ser da habituação, do sol que já nos acompanha e da imunidade que acabamos por ganhar… continua com cólicas e até agora, todos aqueles remédios que são milagrosos para os outros bebés não funcionam com ela…
Cresce de dia para dia e está naquela fase em que a roupa deixa de servir de um dia para o outro.
É linda e adoro tê-la nos meus braços. Mimo-a como não mimei o T. – anda muito mais ao colo e por isso já tem a “manha” toda.
Ao chorar, o irmão já pergunta:
“A Mana está a chorar – é fome, são dorzinhas ou é manha?”
Sim, consegue-se distinguir perfeitamente estes três tipos de choro e, mal por mal, que seja manha!
Desta vez, sinto o tempo ainda a passar mais depressa – ter um bebé assim recém nos nossos braços é algo que dura tão pouco tempo que não é justo. Um bebé deveria demorar aí uns 6 anos a fazer 6 meses. Isso sim!
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Vestidinhos cor-de-rosa passaram a fazer parte do roupeiro e assim fica tudo muito mais colorido.
Achei que ela iria ser uma bebé calma (foi muito calma na barriga). Até porque os irmãos são sempre diferentes, e se o T. foi pestinha, então ela seria uma santa. Esqueci-me de um pormenor – os irmãos são sempre diferentes e estes também o são – ela é pior…
Já tem um mês, caminha para os dois e se tudo parece mais calmo agora. Deve ser da habituação, do sol que já nos acompanha e da imunidade que acabamos por ganhar… continua com cólicas e até agora, todos aqueles remédios que são milagrosos para os outros bebés não funcionam com ela…
Cresce de dia para dia e está naquela fase em que a roupa deixa de servir de um dia para o outro.
É linda e adoro tê-la nos meus braços. Mimo-a como não mimei o T. – anda muito mais ao colo e por isso já tem a “manha” toda.
Ao chorar, o irmão já pergunta:
“A Mana está a chorar – é fome, são dorzinhas ou é manha?”
Sim, consegue-se distinguir perfeitamente estes três tipos de choro e, mal por mal, que seja manha!
Desta vez, sinto o tempo ainda a passar mais depressa – ter um bebé assim recém nos nossos braços é algo que dura tão pouco tempo que não é justo. Um bebé deveria demorar aí uns 6 anos a fazer 6 meses. Isso sim!
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quarta-feira, fevereiro 11
terça-feira, fevereiro 10
segunda-feira, fevereiro 9
4 anos!
4 ANOS! Já tens 4 anos... ainda me custa dizer este número – tão grande, tão crescido, tão pesado!
Olho para ti e vejo que já deixaste de ser o bébé – até porque outro bébé se instalou cá em casa e faz de ti o mano mais velho. O mano para quem olho e acho tão, mas tão grande.
Tive quase 9 meses sem te pegar ao colo e no outro dia quando te levantei, senti o teu peso –estás mesmo grande e crescido.
“Estou tão contente Mamã – já me podes pegar ao colo!”
Continuas um menino prodígio – já sabes ler quase todas as palavras – sim, é mesmo verdade – até as mais difíceis com “lh” e “nh” e tudo o que te faça raciocinar são brincadeiras de eleição – os legos, o computador, os puzzles, os jogos de memória.... e claro, o BUZZ – o jogo da Playstation que ofereci no Natal ao teu Pai e pelo qual estás desde então “inviciado”. Tão viciado que temos que deixar de o jogar porque são raras os dias em que a excitação não se traduz em calças molhadas!!!
Começas agora a interessar-te pela bola – não... não és nenhum “cromo da bola” como o amigo B., mas já sabes qual é o teu clube, já foste ao estádio e já chamas os outros de “fraquiiiiinho”!!!
No feitio estás cada vez mais parecido com o teu Pai – Aquário, pois então!!! Ou se está muito bem, ou se está muito mal! Bem conversado, conseguimos que esteja tudo bem, mas tem mesmo que ser muito bem conversado...
Já ultrapassaste a fase em que achavas que a mana poderia ser uma ameaça – já percebeste que cada qual ocupa o seu espaço e por isso ela é a tua “maninha querida”, “a xadrezinha” a quem ajudas todos os dia a dar o banho.
4 Anos!!! - parece tanto, mas passou tão depressa... Quando olho para a tua irmã, assim tão pequenina, lembro-me de ti – eras igual – pequenino, chorão, mas nosso, tão nosso, só nosso. Ver-te crescer é quase como ver-te fugir, correr para o mundo de braços abertos sem olhar para trás.
Não corras tanto filho! A Mãe não está preparada para deixar de te ter ao colo – não está preparada para que deixes de ser um bébé – o meu bébé.
Parabéns Filho!
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terça-feira, fevereiro 3
segunda-feira, fevereiro 2
Uma hora curta....
(texto grande <=> hora pequena)
Depois do Natal, a ansiedade instalou-se. Cada dia que passava era uma vitória, um dia a menos para a hora D.
Tinha 3 objectivos – 1º passar o Natal, 2º passar o Ano, 3º chegar ao dia de Reis grávida (não me perguntem porquê, mas sempre disse que queria viver esta gravidez até ao limite!).
O Natal passou-se em familia, como manda a tradição e como manda a tradição, cá em casa – na nossa casa, com a canseira que tudo isso implica.
No trabalho, as coisas complicavam-se – fecho do ano e outras complicações à mistura. Trabalhei os últimos dias do ano a 150%.
No dia 31 todos se vieram despedir de mim a desejar umas boas entradas e acima de tudo “uma hora bem curta”. Eu sempre respondia – “não pode ser bem curta senão não dá tempo de chegar à maternidade!!!” (no fundo, no fundo esse sempre foi o meu verdadeiro receio!).
Achei que ainda voltaria à empresa no dia 5 de Janeiro (segunda feira) – ainda precisava de fazer umas coisas para o “fecho das contas” – os meus colegas chamavam-me de maluca.
Passei o ano em casa com amigos, uma festa calma, que para mim já era uma canseira – passavam poucos minutos da meia noite e já eu arroxava na cama dos meus amigos – as forças já cá não moravam.
No dia 2 de Janeiro trabalhei em casa – deitei-me às 5 da manhã para conseguir terminar tudo o que queria.
Dia 3 de Janeiro – Sábado – festa de aniversário do meu amigo J. Daquelas festas onde vemos amigos que não vemos à um ano (desde o último aniversário do J.). A pergunta era sempre a mesma – “Então, quando nasce a C.”. A resposta também era sempre a mesma – “Está quase – 4ª feira é provocado (dia 7), se não for antes” – mas na 2ª ainda tenho que ir ao trabalho fazer umas coisas” – maluca a miúda, de todo!
Comi desalmadamente salada de frutas, corri atràs das crianças que só faziam disparates e ainda tive que me chatear à séria com o T. Saí da festa às 2 da manhã numa canseira só...
Cheguei a casa e estatelei-me na cama, podre de cansaço e só pensava em dormir a manhã toda na cama – “até ao meio-dia”, pensei eu.
Levantei-me de madrugada – “eu bem disse que não devia ter comido tanta salada de fruta” – com umas cólicas horríveis.
E agora sim começa o relato da hora curta:
7.30 – mando uma mensagem a uma amiga a queixar-me das cólicas – “eu bem que não devia ter comido tanta salada de fruta, mas contracções nem vê-las”
7.45 – bem, se calhar não são só cólicas, isto parece-me mais qualquer coisa – parece-me!
8.00 – pelo sim pelo não, vou fechar as malas e tomar banho. “Isto devem ser contracções” – começo a contar o tempo entre elas.
8.20 – saio do banho e digo ao P. que estou a ficar aflita. Resposta pronta “Tem calma e deita-te um bocadinho que isso passa”
“Isso passa?”- quem se passa sou eu, não tarda nada!!!!
8.30 – Ligo à médica – contracções de 8 em 8 minutos – “então está na hora” – diz ela –“ venha com calma mas depressa”.
Entro em pânico – está mesmo na hora – começo a achar que não vou ter tempo para chegar ao hospital. Grito para o P. se despachar e desespero quando o vejo entrar no chuveiro – numa altura como estas esquece o banho!!!! Mas ele e a sua calma fazem tudo como um dia normal – sair de casa sem banho tomado – é que nem pensar.
8.50 – Começo a descer para o carro e as contracções estão de 5 em 5 minutos – “não vai dar tempo, não vai dar tempo” – ainda temos 15 km pela frente...
9.00 – Chagam os meus sogros para ficar em casa com o T. que dorme profundamente e o P. põe prego a fundo no acelarador. Estou aflita, muito aflita (sorte a minha ser Domingo e não haver quase nenhum carro na estrada àquela hora).
9.25 – Chegamos à CVP. Eu grito de desespero a dizer a toda a gente que a minha filha está a nascer. Grito pela epidural, grito com dores, mas na verdade não as enfermeiras não me levam muito a sério, muito menos o P. que acha que eu estou a exagerar. – “Carma minina, carma” – diz-me uma enfermeira negra com o ar mais pacífico deste mundo.
“Calma?!?!?!” – mas ainda ninguém percebeu que a minha filha está a nascer?
Levam-me para o bloco de partos e fazem-me o toque. Nesse momento todas as dúvidas se dissipam. “Depressa, preparem tudo – ela já tem a dilatação toda feita e a criança está mesmo aqui” – diz a enfermeira.
As águas rebentam e eu entro em pânico – “e a médica, a minha médica???” – “e a epidural? Eu quero a epidural!!!”. “Mas qual epidural menina? Já não há tempo para isso e a sua médica pode não chegar a tempo – tenha calma que se não chegar nós fazemos o parto – esteja calma e concentre-se”.
Mas calma era tudo o que eu não tinha. Até podia passar sem epdural, mas a médica, a minha médica, eu precisava dela!
9.35 – Entra a médica no bloco – fica admirada com o estado avançado da coisa.... eu respiro de alívio. Ela dá-me 2 ou 3 indicações e manda-me fazer força.
Faço força, muita força.....
9.39 – “Pode parar – pode parar de fazer força” – diz a médica – “ela já nasceu!!!!”
A minha princesa nasceu.... tão depressa, tão naturalmente, tão linda...
Depois do Natal, a ansiedade instalou-se. Cada dia que passava era uma vitória, um dia a menos para a hora D.
Tinha 3 objectivos – 1º passar o Natal, 2º passar o Ano, 3º chegar ao dia de Reis grávida (não me perguntem porquê, mas sempre disse que queria viver esta gravidez até ao limite!).
O Natal passou-se em familia, como manda a tradição e como manda a tradição, cá em casa – na nossa casa, com a canseira que tudo isso implica.
No trabalho, as coisas complicavam-se – fecho do ano e outras complicações à mistura. Trabalhei os últimos dias do ano a 150%.
No dia 31 todos se vieram despedir de mim a desejar umas boas entradas e acima de tudo “uma hora bem curta”. Eu sempre respondia – “não pode ser bem curta senão não dá tempo de chegar à maternidade!!!” (no fundo, no fundo esse sempre foi o meu verdadeiro receio!).
Achei que ainda voltaria à empresa no dia 5 de Janeiro (segunda feira) – ainda precisava de fazer umas coisas para o “fecho das contas” – os meus colegas chamavam-me de maluca.
Passei o ano em casa com amigos, uma festa calma, que para mim já era uma canseira – passavam poucos minutos da meia noite e já eu arroxava na cama dos meus amigos – as forças já cá não moravam.
No dia 2 de Janeiro trabalhei em casa – deitei-me às 5 da manhã para conseguir terminar tudo o que queria.
Dia 3 de Janeiro – Sábado – festa de aniversário do meu amigo J. Daquelas festas onde vemos amigos que não vemos à um ano (desde o último aniversário do J.). A pergunta era sempre a mesma – “Então, quando nasce a C.”. A resposta também era sempre a mesma – “Está quase – 4ª feira é provocado (dia 7), se não for antes” – mas na 2ª ainda tenho que ir ao trabalho fazer umas coisas” – maluca a miúda, de todo!
Comi desalmadamente salada de frutas, corri atràs das crianças que só faziam disparates e ainda tive que me chatear à séria com o T. Saí da festa às 2 da manhã numa canseira só...
Cheguei a casa e estatelei-me na cama, podre de cansaço e só pensava em dormir a manhã toda na cama – “até ao meio-dia”, pensei eu.
Levantei-me de madrugada – “eu bem disse que não devia ter comido tanta salada de fruta” – com umas cólicas horríveis.
E agora sim começa o relato da hora curta:
7.30 – mando uma mensagem a uma amiga a queixar-me das cólicas – “eu bem que não devia ter comido tanta salada de fruta, mas contracções nem vê-las”
7.45 – bem, se calhar não são só cólicas, isto parece-me mais qualquer coisa – parece-me!
8.00 – pelo sim pelo não, vou fechar as malas e tomar banho. “Isto devem ser contracções” – começo a contar o tempo entre elas.
8.20 – saio do banho e digo ao P. que estou a ficar aflita. Resposta pronta “Tem calma e deita-te um bocadinho que isso passa”
“Isso passa?”- quem se passa sou eu, não tarda nada!!!!
8.30 – Ligo à médica – contracções de 8 em 8 minutos – “então está na hora” – diz ela –“ venha com calma mas depressa”.
Entro em pânico – está mesmo na hora – começo a achar que não vou ter tempo para chegar ao hospital. Grito para o P. se despachar e desespero quando o vejo entrar no chuveiro – numa altura como estas esquece o banho!!!! Mas ele e a sua calma fazem tudo como um dia normal – sair de casa sem banho tomado – é que nem pensar.
8.50 – Começo a descer para o carro e as contracções estão de 5 em 5 minutos – “não vai dar tempo, não vai dar tempo” – ainda temos 15 km pela frente...
9.00 – Chagam os meus sogros para ficar em casa com o T. que dorme profundamente e o P. põe prego a fundo no acelarador. Estou aflita, muito aflita (sorte a minha ser Domingo e não haver quase nenhum carro na estrada àquela hora).
9.25 – Chegamos à CVP. Eu grito de desespero a dizer a toda a gente que a minha filha está a nascer. Grito pela epidural, grito com dores, mas na verdade não as enfermeiras não me levam muito a sério, muito menos o P. que acha que eu estou a exagerar. – “Carma minina, carma” – diz-me uma enfermeira negra com o ar mais pacífico deste mundo.
“Calma?!?!?!” – mas ainda ninguém percebeu que a minha filha está a nascer?
Levam-me para o bloco de partos e fazem-me o toque. Nesse momento todas as dúvidas se dissipam. “Depressa, preparem tudo – ela já tem a dilatação toda feita e a criança está mesmo aqui” – diz a enfermeira.
As águas rebentam e eu entro em pânico – “e a médica, a minha médica???” – “e a epidural? Eu quero a epidural!!!”. “Mas qual epidural menina? Já não há tempo para isso e a sua médica pode não chegar a tempo – tenha calma que se não chegar nós fazemos o parto – esteja calma e concentre-se”.
Mas calma era tudo o que eu não tinha. Até podia passar sem epdural, mas a médica, a minha médica, eu precisava dela!
9.35 – Entra a médica no bloco – fica admirada com o estado avançado da coisa.... eu respiro de alívio. Ela dá-me 2 ou 3 indicações e manda-me fazer força.
Faço força, muita força.....
9.39 – “Pode parar – pode parar de fazer força” – diz a médica – “ela já nasceu!!!!”
A minha princesa nasceu.... tão depressa, tão naturalmente, tão linda...
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