sábado, fevereiro 21

sexta-feira, fevereiro 20

Ela

foi o concretizar de um sonho… uma menina, uma linda menina, foi tudo o que desejei nesta gravidez.
Vestidinhos cor-de-rosa passaram a fazer parte do roupeiro e assim fica tudo muito mais colorido.

Achei que ela iria ser uma bebé calma (foi muito calma na barriga). Até porque os irmãos são sempre diferentes, e se o T. foi pestinha, então ela seria uma santa. Esqueci-me de um pormenor – os irmãos são sempre diferentes e estes também o são – ela é pior…

Já tem um mês, caminha para os dois e se tudo parece mais calmo agora. Deve ser da habituação, do sol que já nos acompanha e da imunidade que acabamos por ganhar… continua com cólicas e até agora, todos aqueles remédios que são milagrosos para os outros bebés não funcionam com ela…

Cresce de dia para dia e está naquela fase em que a roupa deixa de servir de um dia para o outro.

É linda e adoro tê-la nos meus braços. Mimo-a como não mimei o T. – anda muito mais ao colo e por isso já tem a “manha” toda.

Ao chorar, o irmão já pergunta:
“A Mana está a chorar – é fome, são dorzinhas ou é manha?”

Sim, consegue-se distinguir perfeitamente estes três tipos de choro e, mal por mal, que seja manha!

Desta vez, sinto o tempo ainda a passar mais depressa – ter um bebé assim recém nos nossos braços é algo que dura tão pouco tempo que não é justo. Um bebé deveria demorar aí uns 6 anos a fazer 6 meses. Isso sim!
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quarta-feira, fevereiro 11

Ainda no rescaldo...

Estes 4 anos passaram a voar...

terça-feira, fevereiro 10

Alguém

tem por aí umas horas de sono a mais para dar?

A malta agradece!!!
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segunda-feira, fevereiro 9

4 anos!


4 ANOS! Já tens 4 anos... ainda me custa dizer este número – tão grande, tão crescido, tão pesado!

Olho para ti e vejo que já deixaste de ser o bébé – até porque outro bébé se instalou cá em casa e faz de ti o mano mais velho. O mano para quem olho e acho tão, mas tão grande.

Tive quase 9 meses sem te pegar ao colo e no outro dia quando te levantei, senti o teu peso –estás mesmo grande e crescido.

Estou tão contente Mamã – já me podes pegar ao colo!

Continuas um menino prodígio – já sabes ler quase todas as palavras – sim, é mesmo verdade – até as mais difíceis com “lh” e “nh” e tudo o que te faça raciocinar são brincadeiras de eleição – os legos, o computador, os puzzles, os jogos de memória.... e claro, o BUZZ – o jogo da Playstation que ofereci no Natal ao teu Pai e pelo qual estás desde então “inviciado”. Tão viciado que temos que deixar de o jogar porque são raras os dias em que a excitação não se traduz em calças molhadas!!!

Começas agora a interessar-te pela bola – não... não és nenhum “cromo da bola” como o amigo B., mas já sabes qual é o teu clube, já foste ao estádio e já chamas os outros de “fraquiiiiinho”!!!

No feitio estás cada vez mais parecido com o teu Pai – Aquário, pois então!!! Ou se está muito bem, ou se está muito mal! Bem conversado, conseguimos que esteja tudo bem, mas tem mesmo que ser muito bem conversado...

Já ultrapassaste a fase em que achavas que a mana poderia ser uma ameaça – já percebeste que cada qual ocupa o seu espaço e por isso ela é a tua “maninha querida”, “a xadrezinha” a quem ajudas todos os dia a dar o banho.

4 Anos!!! - parece tanto, mas passou tão depressa... Quando olho para a tua irmã, assim tão pequenina, lembro-me de ti – eras igual – pequenino, chorão, mas nosso, tão nosso, só nosso. Ver-te crescer é quase como ver-te fugir, correr para o mundo de braços abertos sem olhar para trás.

Não corras tanto filho! A Mãe não está preparada para deixar de te ter ao colo – não está preparada para que deixes de ser um bébé – o meu bébé.

Parabéns Filho!
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terça-feira, fevereiro 3

segunda-feira, fevereiro 2

Uma hora curta....

(texto grande <=> hora pequena)

Depois do Natal, a ansiedade instalou-se. Cada dia que passava era uma vitória, um dia a menos para a hora D.

Tinha 3 objectivos – 1º passar o Natal, 2º passar o Ano, 3º chegar ao dia de Reis grávida (não me perguntem porquê, mas sempre disse que queria viver esta gravidez até ao limite!).

O Natal passou-se em familia, como manda a tradição e como manda a tradição, cá em casa – na nossa casa, com a canseira que tudo isso implica.

No trabalho, as coisas complicavam-se – fecho do ano e outras complicações à mistura. Trabalhei os últimos dias do ano a 150%.

No dia 31 todos se vieram despedir de mim a desejar umas boas entradas e acima de tudo “uma hora bem curta”. Eu sempre respondia – “não pode ser bem curta senão não dá tempo de chegar à maternidade!!!” (no fundo, no fundo esse sempre foi o meu verdadeiro receio!).

Achei que ainda voltaria à empresa no dia 5 de Janeiro (segunda feira) – ainda precisava de fazer umas coisas para o “fecho das contas” – os meus colegas chamavam-me de maluca.

Passei o ano em casa com amigos, uma festa calma, que para mim já era uma canseira – passavam poucos minutos da meia noite e já eu arroxava na cama dos meus amigos – as forças já cá não moravam.

No dia 2 de Janeiro trabalhei em casa – deitei-me às 5 da manhã para conseguir terminar tudo o que queria.

Dia 3 de Janeiro – Sábado – festa de aniversário do meu amigo J. Daquelas festas onde vemos amigos que não vemos à um ano (desde o último aniversário do J.). A pergunta era sempre a mesma – “Então, quando nasce a C.”. A resposta também era sempre a mesma – “Está quase – 4ª feira é provocado (dia 7), se não for antes” – mas na 2ª ainda tenho que ir ao trabalho fazer umas coisas” – maluca a miúda, de todo!
Comi desalmadamente salada de frutas, corri atràs das crianças que só faziam disparates e ainda tive que me chatear à séria com o T. Saí da festa às 2 da manhã numa canseira só...

Cheguei a casa e estatelei-me na cama, podre de cansaço e só pensava em dormir a manhã toda na cama – “até ao meio-dia”, pensei eu.

Levantei-me de madrugada – “eu bem disse que não devia ter comido tanta salada de fruta” – com umas cólicas horríveis.

E agora sim começa o relato da hora curta:

7.30 – mando uma mensagem a uma amiga a queixar-me das cólicas – “eu bem que não devia ter comido tanta salada de fruta, mas contracções nem vê-las”

7.45 – bem, se calhar não são só cólicas, isto parece-me mais qualquer coisa – parece-me!

8.00 – pelo sim pelo não, vou fechar as malas e tomar banho. “Isto devem ser contracções” – começo a contar o tempo entre elas.

8.20 – saio do banho e digo ao P. que estou a ficar aflita. Resposta pronta “Tem calma e deita-te um bocadinho que isso passa”
“Isso passa?”- quem se passa sou eu, não tarda nada!!!!

8.30 – Ligo à médica – contracções de 8 em 8 minutos – “então está na hora” – diz ela –“ venha com calma mas depressa”.
Entro em pânico – está mesmo na hora – começo a achar que não vou ter tempo para chegar ao hospital. Grito para o P. se despachar e desespero quando o vejo entrar no chuveiro – numa altura como estas esquece o banho!!!! Mas ele e a sua calma fazem tudo como um dia normal – sair de casa sem banho tomado – é que nem pensar.

8.50 – Começo a descer para o carro e as contracções estão de 5 em 5 minutos – “não vai dar tempo, não vai dar tempo” – ainda temos 15 km pela frente...

9.00 – Chagam os meus sogros para ficar em casa com o T. que dorme profundamente e o P. põe prego a fundo no acelarador. Estou aflita, muito aflita (sorte a minha ser Domingo e não haver quase nenhum carro na estrada àquela hora).

9.25 – Chegamos à CVP. Eu grito de desespero a dizer a toda a gente que a minha filha está a nascer. Grito pela epidural, grito com dores, mas na verdade não as enfermeiras não me levam muito a sério, muito menos o P. que acha que eu estou a exagerar. – “Carma minina, carma” – diz-me uma enfermeira negra com o ar mais pacífico deste mundo.
“Calma?!?!?!” – mas ainda ninguém percebeu que a minha filha está a nascer?

Levam-me para o bloco de partos e fazem-me o toque. Nesse momento todas as dúvidas se dissipam. “Depressa, preparem tudo – ela já tem a dilatação toda feita e a criança está mesmo aqui” – diz a enfermeira.

As águas rebentam e eu entro em pânico – “e a médica, a minha médica???” – “e a epidural? Eu quero a epidural!!!”. “Mas qual epidural menina? Já não há tempo para isso e a sua médica pode não chegar a tempo – tenha calma que se não chegar nós fazemos o parto – esteja calma e concentre-se”.
Mas calma era tudo o que eu não tinha. Até podia passar sem epdural, mas a médica, a minha médica, eu precisava dela!

9.35 – Entra a médica no bloco – fica admirada com o estado avançado da coisa.... eu respiro de alívio. Ela dá-me 2 ou 3 indicações e manda-me fazer força.
Faço força, muita força.....

9.39 – “Pode parar – pode parar de fazer força” – diz a médica – “ela já nasceu!!!!”

A minha princesa nasceu.... tão depressa, tão naturalmente, tão linda...