tem por aí umas horas de sono a mais para dar?
A malta agradece!!!
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terça-feira, fevereiro 10
segunda-feira, fevereiro 9
4 anos!
4 ANOS! Já tens 4 anos... ainda me custa dizer este número – tão grande, tão crescido, tão pesado!
Olho para ti e vejo que já deixaste de ser o bébé – até porque outro bébé se instalou cá em casa e faz de ti o mano mais velho. O mano para quem olho e acho tão, mas tão grande.
Tive quase 9 meses sem te pegar ao colo e no outro dia quando te levantei, senti o teu peso –estás mesmo grande e crescido.
“Estou tão contente Mamã – já me podes pegar ao colo!”
Continuas um menino prodígio – já sabes ler quase todas as palavras – sim, é mesmo verdade – até as mais difíceis com “lh” e “nh” e tudo o que te faça raciocinar são brincadeiras de eleição – os legos, o computador, os puzzles, os jogos de memória.... e claro, o BUZZ – o jogo da Playstation que ofereci no Natal ao teu Pai e pelo qual estás desde então “inviciado”. Tão viciado que temos que deixar de o jogar porque são raras os dias em que a excitação não se traduz em calças molhadas!!!
Começas agora a interessar-te pela bola – não... não és nenhum “cromo da bola” como o amigo B., mas já sabes qual é o teu clube, já foste ao estádio e já chamas os outros de “fraquiiiiinho”!!!
No feitio estás cada vez mais parecido com o teu Pai – Aquário, pois então!!! Ou se está muito bem, ou se está muito mal! Bem conversado, conseguimos que esteja tudo bem, mas tem mesmo que ser muito bem conversado...
Já ultrapassaste a fase em que achavas que a mana poderia ser uma ameaça – já percebeste que cada qual ocupa o seu espaço e por isso ela é a tua “maninha querida”, “a xadrezinha” a quem ajudas todos os dia a dar o banho.
4 Anos!!! - parece tanto, mas passou tão depressa... Quando olho para a tua irmã, assim tão pequenina, lembro-me de ti – eras igual – pequenino, chorão, mas nosso, tão nosso, só nosso. Ver-te crescer é quase como ver-te fugir, correr para o mundo de braços abertos sem olhar para trás.
Não corras tanto filho! A Mãe não está preparada para deixar de te ter ao colo – não está preparada para que deixes de ser um bébé – o meu bébé.
Parabéns Filho!
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terça-feira, fevereiro 3
segunda-feira, fevereiro 2
Uma hora curta....
(texto grande <=> hora pequena)
Depois do Natal, a ansiedade instalou-se. Cada dia que passava era uma vitória, um dia a menos para a hora D.
Tinha 3 objectivos – 1º passar o Natal, 2º passar o Ano, 3º chegar ao dia de Reis grávida (não me perguntem porquê, mas sempre disse que queria viver esta gravidez até ao limite!).
O Natal passou-se em familia, como manda a tradição e como manda a tradição, cá em casa – na nossa casa, com a canseira que tudo isso implica.
No trabalho, as coisas complicavam-se – fecho do ano e outras complicações à mistura. Trabalhei os últimos dias do ano a 150%.
No dia 31 todos se vieram despedir de mim a desejar umas boas entradas e acima de tudo “uma hora bem curta”. Eu sempre respondia – “não pode ser bem curta senão não dá tempo de chegar à maternidade!!!” (no fundo, no fundo esse sempre foi o meu verdadeiro receio!).
Achei que ainda voltaria à empresa no dia 5 de Janeiro (segunda feira) – ainda precisava de fazer umas coisas para o “fecho das contas” – os meus colegas chamavam-me de maluca.
Passei o ano em casa com amigos, uma festa calma, que para mim já era uma canseira – passavam poucos minutos da meia noite e já eu arroxava na cama dos meus amigos – as forças já cá não moravam.
No dia 2 de Janeiro trabalhei em casa – deitei-me às 5 da manhã para conseguir terminar tudo o que queria.
Dia 3 de Janeiro – Sábado – festa de aniversário do meu amigo J. Daquelas festas onde vemos amigos que não vemos à um ano (desde o último aniversário do J.). A pergunta era sempre a mesma – “Então, quando nasce a C.”. A resposta também era sempre a mesma – “Está quase – 4ª feira é provocado (dia 7), se não for antes” – mas na 2ª ainda tenho que ir ao trabalho fazer umas coisas” – maluca a miúda, de todo!
Comi desalmadamente salada de frutas, corri atràs das crianças que só faziam disparates e ainda tive que me chatear à séria com o T. Saí da festa às 2 da manhã numa canseira só...
Cheguei a casa e estatelei-me na cama, podre de cansaço e só pensava em dormir a manhã toda na cama – “até ao meio-dia”, pensei eu.
Levantei-me de madrugada – “eu bem disse que não devia ter comido tanta salada de fruta” – com umas cólicas horríveis.
E agora sim começa o relato da hora curta:
7.30 – mando uma mensagem a uma amiga a queixar-me das cólicas – “eu bem que não devia ter comido tanta salada de fruta, mas contracções nem vê-las”
7.45 – bem, se calhar não são só cólicas, isto parece-me mais qualquer coisa – parece-me!
8.00 – pelo sim pelo não, vou fechar as malas e tomar banho. “Isto devem ser contracções” – começo a contar o tempo entre elas.
8.20 – saio do banho e digo ao P. que estou a ficar aflita. Resposta pronta “Tem calma e deita-te um bocadinho que isso passa”
“Isso passa?”- quem se passa sou eu, não tarda nada!!!!
8.30 – Ligo à médica – contracções de 8 em 8 minutos – “então está na hora” – diz ela –“ venha com calma mas depressa”.
Entro em pânico – está mesmo na hora – começo a achar que não vou ter tempo para chegar ao hospital. Grito para o P. se despachar e desespero quando o vejo entrar no chuveiro – numa altura como estas esquece o banho!!!! Mas ele e a sua calma fazem tudo como um dia normal – sair de casa sem banho tomado – é que nem pensar.
8.50 – Começo a descer para o carro e as contracções estão de 5 em 5 minutos – “não vai dar tempo, não vai dar tempo” – ainda temos 15 km pela frente...
9.00 – Chagam os meus sogros para ficar em casa com o T. que dorme profundamente e o P. põe prego a fundo no acelarador. Estou aflita, muito aflita (sorte a minha ser Domingo e não haver quase nenhum carro na estrada àquela hora).
9.25 – Chegamos à CVP. Eu grito de desespero a dizer a toda a gente que a minha filha está a nascer. Grito pela epidural, grito com dores, mas na verdade não as enfermeiras não me levam muito a sério, muito menos o P. que acha que eu estou a exagerar. – “Carma minina, carma” – diz-me uma enfermeira negra com o ar mais pacífico deste mundo.
“Calma?!?!?!” – mas ainda ninguém percebeu que a minha filha está a nascer?
Levam-me para o bloco de partos e fazem-me o toque. Nesse momento todas as dúvidas se dissipam. “Depressa, preparem tudo – ela já tem a dilatação toda feita e a criança está mesmo aqui” – diz a enfermeira.
As águas rebentam e eu entro em pânico – “e a médica, a minha médica???” – “e a epidural? Eu quero a epidural!!!”. “Mas qual epidural menina? Já não há tempo para isso e a sua médica pode não chegar a tempo – tenha calma que se não chegar nós fazemos o parto – esteja calma e concentre-se”.
Mas calma era tudo o que eu não tinha. Até podia passar sem epdural, mas a médica, a minha médica, eu precisava dela!
9.35 – Entra a médica no bloco – fica admirada com o estado avançado da coisa.... eu respiro de alívio. Ela dá-me 2 ou 3 indicações e manda-me fazer força.
Faço força, muita força.....
9.39 – “Pode parar – pode parar de fazer força” – diz a médica – “ela já nasceu!!!!”
A minha princesa nasceu.... tão depressa, tão naturalmente, tão linda...
Depois do Natal, a ansiedade instalou-se. Cada dia que passava era uma vitória, um dia a menos para a hora D.
Tinha 3 objectivos – 1º passar o Natal, 2º passar o Ano, 3º chegar ao dia de Reis grávida (não me perguntem porquê, mas sempre disse que queria viver esta gravidez até ao limite!).
O Natal passou-se em familia, como manda a tradição e como manda a tradição, cá em casa – na nossa casa, com a canseira que tudo isso implica.
No trabalho, as coisas complicavam-se – fecho do ano e outras complicações à mistura. Trabalhei os últimos dias do ano a 150%.
No dia 31 todos se vieram despedir de mim a desejar umas boas entradas e acima de tudo “uma hora bem curta”. Eu sempre respondia – “não pode ser bem curta senão não dá tempo de chegar à maternidade!!!” (no fundo, no fundo esse sempre foi o meu verdadeiro receio!).
Achei que ainda voltaria à empresa no dia 5 de Janeiro (segunda feira) – ainda precisava de fazer umas coisas para o “fecho das contas” – os meus colegas chamavam-me de maluca.
Passei o ano em casa com amigos, uma festa calma, que para mim já era uma canseira – passavam poucos minutos da meia noite e já eu arroxava na cama dos meus amigos – as forças já cá não moravam.
No dia 2 de Janeiro trabalhei em casa – deitei-me às 5 da manhã para conseguir terminar tudo o que queria.
Dia 3 de Janeiro – Sábado – festa de aniversário do meu amigo J. Daquelas festas onde vemos amigos que não vemos à um ano (desde o último aniversário do J.). A pergunta era sempre a mesma – “Então, quando nasce a C.”. A resposta também era sempre a mesma – “Está quase – 4ª feira é provocado (dia 7), se não for antes” – mas na 2ª ainda tenho que ir ao trabalho fazer umas coisas” – maluca a miúda, de todo!
Comi desalmadamente salada de frutas, corri atràs das crianças que só faziam disparates e ainda tive que me chatear à séria com o T. Saí da festa às 2 da manhã numa canseira só...
Cheguei a casa e estatelei-me na cama, podre de cansaço e só pensava em dormir a manhã toda na cama – “até ao meio-dia”, pensei eu.
Levantei-me de madrugada – “eu bem disse que não devia ter comido tanta salada de fruta” – com umas cólicas horríveis.
E agora sim começa o relato da hora curta:
7.30 – mando uma mensagem a uma amiga a queixar-me das cólicas – “eu bem que não devia ter comido tanta salada de fruta, mas contracções nem vê-las”
7.45 – bem, se calhar não são só cólicas, isto parece-me mais qualquer coisa – parece-me!
8.00 – pelo sim pelo não, vou fechar as malas e tomar banho. “Isto devem ser contracções” – começo a contar o tempo entre elas.
8.20 – saio do banho e digo ao P. que estou a ficar aflita. Resposta pronta “Tem calma e deita-te um bocadinho que isso passa”
“Isso passa?”- quem se passa sou eu, não tarda nada!!!!
8.30 – Ligo à médica – contracções de 8 em 8 minutos – “então está na hora” – diz ela –“ venha com calma mas depressa”.
Entro em pânico – está mesmo na hora – começo a achar que não vou ter tempo para chegar ao hospital. Grito para o P. se despachar e desespero quando o vejo entrar no chuveiro – numa altura como estas esquece o banho!!!! Mas ele e a sua calma fazem tudo como um dia normal – sair de casa sem banho tomado – é que nem pensar.
8.50 – Começo a descer para o carro e as contracções estão de 5 em 5 minutos – “não vai dar tempo, não vai dar tempo” – ainda temos 15 km pela frente...
9.00 – Chagam os meus sogros para ficar em casa com o T. que dorme profundamente e o P. põe prego a fundo no acelarador. Estou aflita, muito aflita (sorte a minha ser Domingo e não haver quase nenhum carro na estrada àquela hora).
9.25 – Chegamos à CVP. Eu grito de desespero a dizer a toda a gente que a minha filha está a nascer. Grito pela epidural, grito com dores, mas na verdade não as enfermeiras não me levam muito a sério, muito menos o P. que acha que eu estou a exagerar. – “Carma minina, carma” – diz-me uma enfermeira negra com o ar mais pacífico deste mundo.
“Calma?!?!?!” – mas ainda ninguém percebeu que a minha filha está a nascer?
Levam-me para o bloco de partos e fazem-me o toque. Nesse momento todas as dúvidas se dissipam. “Depressa, preparem tudo – ela já tem a dilatação toda feita e a criança está mesmo aqui” – diz a enfermeira.
As águas rebentam e eu entro em pânico – “e a médica, a minha médica???” – “e a epidural? Eu quero a epidural!!!”. “Mas qual epidural menina? Já não há tempo para isso e a sua médica pode não chegar a tempo – tenha calma que se não chegar nós fazemos o parto – esteja calma e concentre-se”.
Mas calma era tudo o que eu não tinha. Até podia passar sem epdural, mas a médica, a minha médica, eu precisava dela!
9.35 – Entra a médica no bloco – fica admirada com o estado avançado da coisa.... eu respiro de alívio. Ela dá-me 2 ou 3 indicações e manda-me fazer força.
Faço força, muita força.....
9.39 – “Pode parar – pode parar de fazer força” – diz a médica – “ela já nasceu!!!!”
A minha princesa nasceu.... tão depressa, tão naturalmente, tão linda...
quarta-feira, dezembro 24
quarta-feira, dezembro 17
Quase?
Caminhamos a uma velocidade galopante que é asustadora.
As últimas semanas tiveram tudo para se tornarem insuportáveis.... senti-me no meu limite à 2 semanas atrás. Achei mesmo que a minha C. iria nascer ali... muito mais cedo que o previsto, muito mais cedo do que eu desejava.
A médica quis-me por de baixa (algo que, segundo ela, muito raramente faz às suas grávidas) – disse-me que ou eu abrandava o ritmo ou então era a qualquer momento e que nem pensasse que iria chegar a 2009 como eu tanto quero.
Ok – foi o ultimato para eu acalmar. Esta semana sinto-me melhor. Cansada, bastante cansada, mas muito melhor. Mais calma pelo menos. Acho que já interiorizei que está quase e que “seja quando Deus quiser”.
Fazer as nossas malas ajudou-me a relaxar – está quase tudo pronto – um ou outro pormenor em falta mas nada de imprescindível.
Olho ali para cima – 22 dias... posso pensar que é quase um mês ou meia dúzia de dias. Prefiro pensar na 1ª hipotese.
Ao contrário desta minha amiga (que qualquer dia leva um puxão de orelhas bem à séria), eu não tenho pressa nenhuma. Sim, já estou farta da mesma roupa, de subir umas escadas e parecer que carrego 100kg comigo, de não ter posição para dormir à noite, de sentir que esta barriga pode explodir a qualquer momento... Mas mesmo assim adoro este estado de graça – gosto de vestir um vestido e ver o controrno que ele faz à barriga, gosto de sentir os pontapés, cada vez com mais personalidade, gosto dos beijos que o T. dá à sua mana e de sentir aquele friozinho na barriga de nervosismo que nos é característico.
É realmente um Estado de Graça!
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As últimas semanas tiveram tudo para se tornarem insuportáveis.... senti-me no meu limite à 2 semanas atrás. Achei mesmo que a minha C. iria nascer ali... muito mais cedo que o previsto, muito mais cedo do que eu desejava.
A médica quis-me por de baixa (algo que, segundo ela, muito raramente faz às suas grávidas) – disse-me que ou eu abrandava o ritmo ou então era a qualquer momento e que nem pensasse que iria chegar a 2009 como eu tanto quero.
Ok – foi o ultimato para eu acalmar. Esta semana sinto-me melhor. Cansada, bastante cansada, mas muito melhor. Mais calma pelo menos. Acho que já interiorizei que está quase e que “seja quando Deus quiser”.
Fazer as nossas malas ajudou-me a relaxar – está quase tudo pronto – um ou outro pormenor em falta mas nada de imprescindível.
Olho ali para cima – 22 dias... posso pensar que é quase um mês ou meia dúzia de dias. Prefiro pensar na 1ª hipotese.
Ao contrário desta minha amiga (que qualquer dia leva um puxão de orelhas bem à séria), eu não tenho pressa nenhuma. Sim, já estou farta da mesma roupa, de subir umas escadas e parecer que carrego 100kg comigo, de não ter posição para dormir à noite, de sentir que esta barriga pode explodir a qualquer momento... Mas mesmo assim adoro este estado de graça – gosto de vestir um vestido e ver o controrno que ele faz à barriga, gosto de sentir os pontapés, cada vez com mais personalidade, gosto dos beijos que o T. dá à sua mana e de sentir aquele friozinho na barriga de nervosismo que nos é característico.
É realmente um Estado de Graça!
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domingo, novembro 2
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